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domingo, 1 de janeiro de 2017
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
A definitiva análise canónica do epitélio malpighiano
Não encontro em ti quaisquer indícios que apontem directos para a tua fragilidade erótica. Segues uma linha de vida paralela aos teus desejos, cuja distância inalterável, por sorte, é facilmente anulada. Vive para os desejos - com compulsividade e admiração pródiga pelas loucuras que finges não cometer! Ah, doce rosto angelical, tão somente máscara.
És admirável por guardares atrás de ti o eterno milagre da vida.
E firmando os teus olhos, beijando os teus lábios, escrevendo o futuro num acto louco de amor, te vês espelhada nas estrelas, que não brilham hoje mas logo brilharão.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Estudo artístico da concepção humana
Em puras lágrimas, o imundo novo humano escorrega pela origem do descontrolo carnal, qual berço da eterna renovação. Chora descontroladamente a inebriada matéria embrionária, que aprende pelo conforto dos braços que o recebem em sorrisos dolorosos o que é ser, agora, humano. Ela está morta. Ele condenado está. Mas ambos vivem enquanto dura a ficção temporal da vida.
Se lhe querem dar significação, que sentido de função será mais real do que este?
terça-feira, 18 de março de 2014
Ah, todos os ofícios são colmeias para abelhas maiores.
Ante a solarenga manhã
A cidade acorda dourada
Com as pessoas, como abelhas,
Caminhando pelo mel das ruas.
A cidade acorda dourada
Com as pessoas, como abelhas,
Caminhando pelo mel das ruas.
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